TEMA.O QUE ME ABATE!

TITULO. ONDE ESTÁ O TEU DEUS?

TEXTO BASICO. Sl.42.2-3.A minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo. Quando poderei entrar para apresentar-me a Deus? Minhas lágrimas têm sido o meu alimento de dia e de noite, pois me perguntam o tempo todo: "Onde está o seu Deus? "

PROPOSIÇÃO. A Ti, que habitas nos Céus, elevo os meus olhos! Como os olhos dos servos estão fitos nas mãos dos seus senhores, e os olhos da serva, na mão de sua senhora, assim os nossos olhos estão fitos no Senhor, nosso Deus. Sal. 123.1-2.

ILUSTRAÇÃO.

Conta-se a historia de duas senhoras a muitos anos atrás, que seguiam para um vilarejo; uma senhora nascida na cidade e sua prima do campo viajavam numa charrete no meio de densa floresta, quando anoiteceu. Não havia luar; só algumas estrelas. 

Em pouco tempo, ficou impossível enxergar a estrada. A moradora da cidade ficou um pouco assustada pensando que estavam perdidas, mas sua prima do interior não parecia nem um pouco preocupada. 

Ela parou o cavalo, pisou no chão, caminhou um pouquinho ali por perto e voltou, dizendo que havia encontrado a estrada. De volta à charrete, continuaram a jornada.

Enquanto prosseguiam, a moradora da cidade observou, pela fraca luz das estrelas, que sua companheira, em vez de olhar para o chão, olhava para cima.

- Por que você está olhando para cima, sendo que a estrada está aqui embaixo?

- Porque só assim posso saber para onde vai o caminho - explicou a prima. - As árvores foram cortadas para dar lugar à estrada. Numa noite como esta, é impossível ver o caminho, mas olhando para cima eu posso saber para onde vamos ao enxergar o céu pela clareira das árvores.

Assim acontece também na estrada da vida. Enquanto prosseguimos, há ocasiões em que as provas e perplexidades nos cercam, tornando a escuridão tão densa e impenetrável como a de uma floresta em noite sem luar. É nessas ocasiões que muitos se perdem, mas isso não precisa acontecer!

Quando ao nosso redor tudo é sombrio e ameaçador, não nos esqueçamos de que lá em cima existe luz. Consolemo-nos com o fato de que para Deus "as trevas e a luz são a mesma coisa". Sl. 139:12. Ele vê quando nós não conseguimos enxergar nada. Mesmo quando brilha o sol e tudo parece claro e iluminado, é sempre sensato olhar para o Céu, de onde Deus governa, pois nenhuma estrada é segura se não for Ele o nosso guia. Podemos observar isso na vida do salmista.

I- VEMOS UM HOMEM COM ANSEIO DE DEUS.

O salmista, ao contemplar as corsas, correndo desesperada em busca de água para se refrescar, isso faz  anelar sua alma sedenta pelo seu Deus. O fato de não estar cumprindo a propósito, na qual atrelava-se seu ministério pelo qual havia sido designado a cumprir. A casa do Senhor de Israel era seu lugar. Imaginemos agora; alguém com a responsabilidade de elevar a adoração no templo do Senhor, guiar os peregrinos com cânticos de exaltação. Durante um período de seca, o autor viu uma corça arquejando e se esforçando para chegar até a água e saciar sua sede (Jl 1.20.Também todos os animais do campo bramam a ti; porque as correntes de água se secaram, e o fogo consumiu os pastos do deserto.); essa imagem o fez lembrar de que ansiava pelo Senhor e desejava participar da peregrinação para Jerusalém. 

O Deus vivo era o Deus de sua vida (v. 8; ver Sl 84.2), e ele não poderia viver sem o Senhor.

Observe como o salmista cita os elementos mais essenciais da vida física:

a) O ar (suspirar), o ser humano pode ficar sem respirar no máximo, quatro minutos, mesmo assim pode lhe causar danos irreversíveis no cérebro após cinco minutos. O salmista iguala essa necessidade ao Deus a qual ele servia. Sem estar adorando o seu Deus, era pra ele, como viver ser ar, a vida perderia o sentido.

b) A água (v. 2).Dependendo do clima e circunstância, uma pessoa sobrevive até quatro dias sem agua, mas isso poderia levar o ser humano a: 

Dor de cabeça e tontura. 

Boca seca e sensação de sede. 

Dificuldade de concentração e fraqueza. Insuficiência renal aguda e arritmia cardíaca. 

Em casos extremos, desmaios, sonolência, torpor e até convulsões.

c) O alimento (v. 3), mas sem a adoração (v. 4), a vida não faz sentido para ele.

Viver regalado, sem falta de nada, mais sem Deus; é ter o fim que teve o rico da parábola de Jesus, o rico e Lazaro. Para os salmistas, Deus é tão essencial, quanto o alimento. O alimento mantem a vida, "Deus é fonte de toda vida!"

A fome e a sede são imagens usadas com frequência para a busca pela comunhão com Deus e a satisfação que ela traz (Sl 36.8-9. Eles se banqueteiam na fartura da tua casa; tu lhes dás de beber do teu rio de delícias. Pois em ti está a fonte da vida; graças à tua luz, vemos a luz. Mt. 5.6. Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque eles serão fartos. Jo 4.10-14). 

Aplicação. Como está sua sede por Deus?

II-VEMOS UM HOMEM ANGUSTIADO, EM BUSCA DE MEMÓRIAS.

A memória tanto pode ser um remédio abençoado para o coração perturbado como é capaz de abrir novas feridas e de manter a dor continuamente viva. Mas lamentações diz que; é bom trazer a memoria aquilo que nos da esperança.(Lm.3.21).A memória deste tempo de aflição dará maior ardor aos privilégios do culto, quando forem recuperados.

O lamento do salmista era incomum para quem observava.

a) Dia e noite (vv. 3, 8). Ele sentia a dor causada pela separação do santuário de Deus e pela zombaria constante das pessoas a seu redor. Essa atmosfera de incredulidade despertou suas memórias sobre como costumava liderar a multidão de peregrinos, em festa (4), como procissão até à casa do Senhor (2.Sm 6.15-19).

b) Alimentava-se de sua tristeza. (uma atitude nada sábia) e de suas lágrimas. Minhas lágrimas foram minha carne dia e noite, .... isto é, ele não podia comer por tristeza, ou enquanto ele estava comendo lágrimas caiu em abundância, e eles eram tão comuns, dia e noite, como sua comida, e misturados com isso; ou geralmente, quando estamos muito angustiado, é normal não sentirmos fome. Seu choro era tão frequente quanto, em outros tempos, haviam sido as refeições.

d) Era comum os gentios idólatras perguntarem ao povo de Israel: "O teu Deus, onde está?" 

Enquanto eles dizem continuamente a mim, seus inimigos os filisteus, onde é o teu Deus? Os deles deveriam ser vistos e apontados, como a anfitriã do céu, o sol, a lua e as estrelas, e ídolos de ouro, prata, latão, madeira e pedra; Portanto eles perguntam, onde foi o Deus dele? Mas o Deus de Davi era invisível; ele está no céu e faz o que ele agrada, Salmos 115:2; Ou em outro sentido é que, se houvesse tal deus, ele acreditasse e professasse, e do qual ele era servo, certamente ele nunca teria sofrido a ponto de cair em tantas aflições e calamidades, mas teria aparecido para seu alívio e libertação; mas portanto  a provocação e reprovação, perguntavam onde Ele estava. Esse sentido retrospecto é subitamente desafiador, por uma fé irreprimível e borbulhante, e o salmista conclama sua entristecida alma a não apenas confiar em Deus, mas a esperar ativamente por sua libertação.

Aplicação. Quando sua fé é provada, a quem você recorre?

CONCLUSÃO.

Seja sobre nós a graça do Senhor nosso Deus; confirma sobre nós as obras de nossas mãos, sim, confirma a obra das nossas mãos. Sal. 90:17.

Quando Thomas Carlyle, historiador e ensaísta inglês, concluiu o segundo volume de sua História da Revolução Francesa, entregou o manuscrito a John Stuart Mill, para que este fizesse observações. Mill leu o manuscrito e emprestou-o a um amigo. Esse amigo deixou-o sobre a escrivaninha certa noite, depois de lê-lo. Na manhã seguinte a empregada, procurando alguma coisa com a qual acender o fogo, encontrou a pilha de papéis soltos e, pensando que fossem rascunhos antigos, usou-os para acender o fogo. Aquilo que havia custado anos de trabalho a Carlyle era cinza agora!
Quando Mill, branco como um lençol, relatou a devastadora notícia a Carlyle, este ficou tão atônito com sua perda que não conseguiu fazer nada durante semanas. Então um dia, sentado diante da janela aberta, remoendo sua terrível perda, observou um pedreiro reconstruindo uma parede de tijolos. Pacientemente, o homem colocava tijolo sobre tijolo, enquanto assobiava uma alegre melodia.
"Pobre tonto", pensou Carlyle, "como pode estar tão alegre quando a vida é tão fútil?" Depois, repentinamente, teve outro pensamento. "Pobre tonto", disse ele de si mesmo, "você está aqui sentado junto à janela, queixando-se e lamentando, enquanto aquele homem reconstrói uma casa que durou gerações."
Levantando-se da cadeira, Carlyle começou a trabalhar no segundo rascunho da História da Revolução Francesa. Conforme seu próprio relato, e o daqueles que tiveram a oportunidade de ler ambas as versões da obra, a última foi bem melhor! A destruição de nossos queridos sonhos não precisa ser o fim do mundo. Pode ser o início de algo melhor!
Espere em Deus!

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